Já aviso desde o começo: é um livro juvenil. Ou melhor, Young Adult, como se diz agora.
Apesar dos pesares, não é um livro bobo. Ou melhor, é bobinho, mas não por completo. O autor se arriscou em um tema bem espinhoso: suicídio. Pior ainda, o suicídio de uma adolescente.
O que é bem interessante no livro é a maneira por meio da qual a história de Hannah Baker, adolescente que se suicidou, é contada. Ela resolve explicar sua decisão de uma forma incomum: ela gravou fitas cassete (sim, cassete. Ainda existem, aparentemente). São sete fitas, cada lado das fitas explicam um porquê, e a última fita só tem um lado gravado. Cada porquê é direcionado a uma pessoa, culpada de alguma coisa, e cada um que recebe as fitas, depois de ouvir, deve passá-las à pessoa seguinte mencionada na gravação. Cada passoa recebeu também um mapa, onde Hannah marcou lugares importantes à narrativa, ajudando as outras pessoas nas fitas a entender e acompanhar melhor a história na qual estão envolvidas. Além disso, a história é contada a partir da perspectiva de Clay Jensen, que recebe as fitas algumas semanas depois da morte de Hannah, e sua história se intercala com as gravações. Essas histórias e porquês aparentemente sem relação se interligam com o passar da história e explicam os motivos de Hannah.
É uma assunto delicado e tal, mas admito que, sem querer parecer insensível ou má, me pareceu às vezes (grande parte das vezes, aliás) que Hannah fazia muita tempestade em copo d'água. Obviamente, nem tudo que ela conta nas fitas é bobo, realmente coisas bem ruins aconteceram, mas parece meio forçado em certos momentos.
De qualquer forma, vale a leitura se esse tipo de "suspense adolescente/leitura sem compromisso" te agrada. Não é um grande livro, mas também não é tão ruim.
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| 3 estrelas |


No mínimo inusitado um adolescente usar fitas K-7 em plena era digital. Grande parte deles mal chegou a conhecer um CD... Acho que gravariam um vídeo ou coisa parecida, não? Enfim, acho que a nostalgia tem seu apelo.
ResponderExcluirbjo